CD Projekt CEO alerta: IA gerativa em games é tendência, mas questiona qualidade

Michał Nowakowski, co-CEO da CD Projekt Red (criadora de Cyberpunk 2077 e The Witcher), fez afirmação contundente: está 100% certo que avalanche de games criados inteiramente com IA generativa está chegando. Porém, questiona duramente se esse é realmente o caminho que a indústria deve seguir. Essa posição reflete debate maior na comunidade desenvolvimento — IA como ferramenta versus IA como substituta de criatividade humana.

A onda de games AI que se aproxima

Nowakowski ‘sabe como fato’ que publishers e indies estão já preparando títulos gerados por IA em larga escala. Pressão financeira é clara: desenvolver game tradicional custa milhões e anos. Game inteiramente gerado por IA pode ser ‘prototipado’ em semanas com orçamento mínimo. Qualidade inicial será questionável, mas volume será massivo — padrão vemos em todos tecnologias emergentes. A pergunta não é ‘se’ games AI virão, mas ‘quando’ e ‘em que escala’.

Questionamentos legítimos sobre criatividade

CD Projekt Red tem credibilidade nessa conversa: The Witcher 3 e Cyberpunk 2077 (pós-patches) são exemplos de games que priorizam narrativa, design de mundo e direção artística coerente. Nowakowski implicitamente aponta que esses elementos exigem visão criativa humana — IA é excelente em gerar variações dentro parâmetros, mas criar universo coeso, narrativa emocionante e gameplay inovador permanece domínio humano. Substituir completamente design humano por algoritmos produz ‘slop’ — conteúdo genérico sem alma.

Para indústria brasileira de games, essa conversa é crítica. Pequenos estúdios podem ser tentados a usar IA como atalho, reduzindo custos imediatos mas prejudicando diferenciação criativa. A recomendação de líderes como Nowakowski é usar IA como acelerador — para prototipagem, criação de assets iniciais, otimização de fluxos — mas manter direção artística e visão criativa sob controle humano. Games memoráveis vêm de paixão criativa, não de algoritmos.