Designer de Splinter Cell aponta: iluminação realista prejudicou jogos stealth

Um veterano da indústria de games levantou um ponto interessante sobre o desenvolvimento de jogos stealth modernos. Clint Hocking, designer celebrado que trabalhou em títulos como Far Cry 2, Splinter Cell: Chaos Theory, Watch Dogs Legion e no próximo Assassin’s Creed Codename Hexe, afirma que a sofisticação da renderização gráfica atual tornou a iluminação realista demais para esses jogos.

Segundo Hocking, em entrevista ao podcast da FRVR, a simulação realista de fenômenos como difusão de luz – o espalhamento de luz em diferentes superfícies – tornou os jogos stealth “muito mais difíceis de ler”. Esse aumento no realismo dos efeitos de iluminação criou um paradoxo: quanto mais realista a luz se comporta, mais complicado fica para o jogador entender onde está seguro se esconder.

O designer resumiu bem o problema: “fica muito difícil dizer o que é luz, o que é sombra, o que é escuro, o que é seguro”. A ironia é que a tecnologia que deveria melhorar a experiência dos jogadores em jogos stealth acabou tornando a mecânica central desses títulos mais confusa e desafiadora de forma não intencional.