A indústria de jogos PC tem mantido uma relação tensa com inteligência artificial generativa. Jogadores rejeitam amplamente conteúdo gerado por IA, desenvolvedoras mostram preocupação crescente com a tecnologia, e a corrida por infraestrutura necessária causou escassez de componentes no mercado de hardware. Apesar desse cenário hostil, a Fenris Creations (antiga CCP Games), desenvolvedora do MMO espacial EVE Online, anunciou uma polêmica parceria com a divisão de pesquisa em IA do Google, DeepMind.
No início do mês, Fenris revelou uma “parceria de pesquisa” que concede ao Google DeepMind uma participação minoritária na empresa. O acordo permitirá que a IA treinem seus algoritmos em uma versão offline separada de EVE Online, um dos MMOs mais longevos do mercado. A proposta gerou desconfiança imediata na comunidade gaming, historicamente crítica e atenta a movimentos corporativos questionáveis.
Surpreendentemente, durante a conferência anual EVE FanFest, a apresentação feita pelo CEO Hilmar Veigar Pétursson e pelo cofundador DeepMind Adrian Bolton escapou de reações negativas significativas da base de jogadores. Apesar dos planos concretos permanecerem vagos, a comunidade parece disposta a dar o benefício da dúvida à parceria, reconhecendo o potencial de pesquisa sem interferência direta no jogo principal.



